Siga

Quando a criança muda de comportamento: o que os pais precisam observar?

Uma criança que era falante fica calada.

Uma criança que brincava perde o interesse.

Uma criança tranquila passa a explodir.

Uma criança que dormia bem começa a ter medo.

Uma criança que gostava da escola passa a não querer ir.

Nem toda mudança de comportamento significa algo grave, mas toda mudança persistente merece atenção.

A criança nem sempre consegue explicar o que sente. Muitas vezes, ela comunica pelo comportamento aquilo que ainda não consegue organizar em palavras.

O comportamento é uma linguagem

Na infância, o corpo e as atitudes falam muito.

A criança pode demonstrar sofrimento por meio de agressividade, isolamento, queda no rendimento escolar, medo excessivo, tristeza, regressões, irritação, apatia, alterações no sono ou na alimentação.

O erro mais comum é olhar apenas para o comportamento e tentar eliminá-lo rapidamente, sem perguntar o que ele está comunicando.

Antes de dizer “essa criança está impossível”, talvez seja preciso perguntar:

“O que mudou?”

“O que ela está tentando dizer?”

“Quando isso começou?”

“Em quais ambientes aparece?”

“Há algo que ela não está conseguindo contar?”

Observar sem pânico

É importante dizer: observar não significa entrar em desespero.

Pais não devem diagnosticar a criança com base em um comportamento isolado. Também não devem ignorar mudanças importantes.

O caminho é acolher, observar, conversar e buscar ajuda quando necessário.

A criança precisa sentir que pode ser escutada sem ser imediatamente acusada, punida ou desacreditada.

O que os pais podem fazer?

Crie espaço para conversa sem interrogatório.

Em vez de perguntar “o que você fez?”, tente dizer: “Percebi que você está diferente. Estou aqui para te escutar.”

Evite ridicularizar medos.

Observe mudanças na escola, nas amizades, no corpo e na rotina.

Converse com professores.

Procure ajuda profissional se a mudança persistir ou se houver sinais de sofrimento intenso.

Em situações de suspeita de violência, abuso ou risco, é essencial buscar proteção imediata nos canais competentes e apoio profissional especializado.

A importância de acreditar na criança

Em “Se Eu Te Contar, Acredite”, Cinara Cordeiro trabalha justamente a importância de escutar e acreditar quando uma criança tenta comunicar sofrimento. A obra aborda mudanças de comportamento, medo, culpa e a necessidade de proteção. Conheça os livros em: https://institutocinaracordeiro.com.br/livros/

A infância precisa de adultos atentos.

Não adultos perfeitos, mas adultos capazes de perceber que, por trás de uma mudança, pode existir uma dor pedindo cuidado.

Chamada para ação

Se você percebe mudanças no comportamento do seu filho e não sabe como agir, a Cinara Cordeiro pode ajudar a compreender esses sinais com acolhimento, responsabilidade e orientação.

Fale comigo no WhatsApp
Ridyer Comunicação Desenvolvido por Ridyer Comunicação