A criança aceita o colo de um e recusa o do outro, e quem fica de fora se pergunta em silêncio: “será que ela não gosta de mim?”. Não é rejeição. É uma etapa da adaptação, e tem explicação.
Todo mundo pergunta pelos documentos. Quase ninguém pergunta pelo que a espera faz com a gente. Na segunda-feira, 20 de julho, às 19h, eu e a advogada Romina Duque Porto abrimos esse caminho ao vivo no Instagram.
Quando a criança pergunta sobre sua origem, ela não está rejeitando quem a ama. Ela está tentando compreender a própria história.
A criança não chega apenas com uma mala. Ela chega com história, medo, expectativa e desejo de pertencer.
Sentir medo não significa falta de amor. Muitas vezes, é apenas o sinal de que você compreende a grandeza desse encontro.
A criança maior não chega vazia. Ela chega com lembranças, defesas, perguntas e medo de confiar outra vez.
Mais do que preparar o quarto, é preciso preparar o coração, a rotina, a escuta e a rede de apoio.